| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Polytminae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | C. serrirostris |
O beija-flor-de-orelha-violeta é ave apodiforme da família Trochilidae. Também conhecido como beija-flor-do-canto e colibri-de-canto.
Mede cerca de 15 cm. O macho é esverdeado com tons de roxo no peito e na ponta das asas, obviamente com as orelhas violeta. Na cabeça pode se ver atrás do olho uma mancha azulada dando o encontro com a orelha violeta. Bem abaixo do peito perto da cauda o verde se torna esbranquiçado e vai clareando até se tornar branco puro, então liga com a cauda que é longa de um tom preto esverdeado a mesma tolalidade das asas. A fêmea não tem a orelha violeta e é verde esbranquiçada e com as asas e a cauda iguais a do macho de uma cor preta esverdeada. Quando filhote sua cor é marrom com tons de verde que vão dominando a cor marrom com o passar dos tempos até quando se torna jovem e esverdeado e ganhas as cores violeta do macho ou o verde esbranquiçado da fêmea dependende do sexo.
Ele faz o ninho em galhos finos de arbustos seguros para o ninho. E para fazer o ninho ele utiliza pequenos gravetos, papéis encontrados no chão e teias de aranha. Enrola tudo em uma cestinha perfeitamente redonda e bota 1 ou 2 ovos muito brancos sem uma unica mancha. A partir de então, quando os ovos já foram botados, a fêmea fica no ninho direto e só sai raramente nos horários quentes do dia para se alimentar, pois o macho já lhe traz a comida e se ela sair numa hora do dia extremamente fria os ovos podem morrer. Na hora que a casca do ovo está para rachar, a fêmea percebe e se recusa a sair do ninho, e mesmo sendo forçada a sair continua nele. Só quando o perigo é grande demais e ela é obrigada a sair, ela sai, mas só depois de ter certeza que não há mais jeito de ficar no ninho.
Habita cerrados, restingas, paisagens abertas e planaltos acima da linha das florestas. Emite seu canto ao pôr-do-sol. No outono migra localmente das regiões mais altas para os vales.
Piauí, Bahia e Espírito Santo para oeste até Goiás e Mato Grosso, estendendo-se em direção sul até o Rio Grande do Sul. Encontrado também na Bolívia e Argentina.